A construção de um aeroporto para companhias de baixo-custo ("low-cost") na base aérea do

Montijo, a funcionar, já em 2010, em simultâneo com a Portela - para companhias de "bandeira" até ao esgotamento da sua capacidade - traria uma poupança de cerca de dois mil milhões de euros face à opção Ota, defende o estudo encomendado pela Associação Comercial do Porto (ACP) sobre a hipótese "Portela+1". Usando a Ota como referência, o estudo - a apresentar hoje - também analisa as opções Portela+Alcochete e construção faseada de Alcochete, como proposto pela Confederação da Indústria Portuguesa, mas ambas perdem para a alternativa do Montijo.Só no investimento na infra-estrutura, revela o documento coordenado pela Universidade Católica a que o JN teve acesso, a poupança da opção Portela+Montijo ascende a 1463 milhões de euros. Mas a este valor há mais duas componente a somar os ganhos obtidos pela não necessidade de construir um elevado volume de acessibilidades rodoviárias e ferroviárias (206 milhões) e a poupança nas chamadas externalidades (357 milhões), o que inclui emissões de dióxido de carbono, tempo gasto em viagens e outras variáveis socioeconómicas. Tudo somado, são 2026 milhões de euros - 2/3 do custo da construção da Ota.
Também a opção Portela+Alcochete foi estudada pela equipa coordenada por Álvaro Nascimento, que se debruçou sobre uma série de variáveis (ver texto em baixo). Neste caso, a poupança face à Ota ascenderia a cerca de 1,3 mil milhões de euros. Ainda assim, esta hipótese seria cerca de 150 milhões de euros mais cara do que a do Montijo, sobretudo devido à necessidade de trabalhos preparatórios nos terrenos no Campo de Tiro.Já a construção, de forma faseada, de um novo aeroporto nesta infra-estrutura militar, hipótese que é defendida pelo estudo da CIP, traria uma poupança de "apenas" 185 milhões de euros face à Ota, uma vez que, apesar de os custos de construção serem 759 milhões de euros mais vantajosos do no caso do aeroporto previsto no programa de Governo, as externalidades têm um peso elevado.
Fonte: "Jornal de Noticias"
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