sábado, 17 de novembro de 2007

Bush rejeitou financiar ensino de Português


O presidente norte-americano rejeitou o financiamento de programas de educação, em que se incluía o ensino de Português, por considerar tratar-se de "projectos esbanjadores". O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, lamentou que a língua oficial de oito países, com 250 milhões de falantes e instrumento de trabalho nas instâncias internacionais, possa ser vista nesta perspectiva. António Braga reconhece legitimidade a esta posição, mas sublinha que não corresponde à "crescente importância e afirmação do "Português", que tem vindo a ser adoptado como segunda língua noutros países, como no Uruguai. Para o secretário de Estado, é apenas uma "questão de tempo" até que Bush se aperceba dessa importância. Se o Português não é considerado importante pelo presidente dos EUA, na China, o interesse suscitado pela língua de Camões é crescente. Segundo dados do Instituto Português do Oriente, apenas cinco universidades ensinam Português na China continental, o que é insuficiente para satisfazer as necessidades, à medida que a língua se vai tornando, cada vez mais, um instrumento necessário aos negócios. Tan Lixin, da Câmara de Comércio de Zhuhai ,calcula que faltem cerca de 2000 profissionais que falem Português, para dar resposta às necessidades das empresas chinesas. Entretanto, o Governo está a preparar alterações no ensino de Português no estrangeiro.


Fonte: "Jornal de Noticias"

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