
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Nunes Correia afirmou que a zona está "sob vigilância" do Instituto Nacional da Água (INAG) e que "a situação ainda não é de alarme".
Por outro lado, lembrou que as infra-estruturas em risco de ruir "já lá não deveriam estar, já deviam ter sido mudadas de sítio" para um local onde não estivessem expostas ao avanço do mar.
Nunes Correia afirmou que está para breve a adjudicação da segunda fase das obras de alimentação suplementar das praias, sujeitas às condições do mar: "as tempestades marítimas que acontecem, temos que viver com elas", declarou.
Confrontado com o facto de um dos apoios de praia em São João estar em risco de ruir, devido ao avanço do mar, Orlando Borges, salientou que "o reforço do cordão dunar nunca foi feito para proteger apoios de praia, mas sim a cidade da Costa de Caparica e nesse aspecto a intervenção foi um sucesso".
O presidente do INAG, Orlando Borges, afirmou hoje que não está prevista intervenção imediata nas praias apesar do avanço do mar, afirmando que o estabelecimento em risco de ruir, o bar Pénú, tem previsão de deslocalização para cerca de 30 metros atrás em relação ao local actual, uma medida prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Sintra-Sado.
Tendo em conta a afectação do bar com o avanço marítimo, com ondas de sete metros previstas para a preia-mar desta tarde Orlando Borges ponderou a hipótese de a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) proceder à "relocalização do estabelecimento de imediato".
Fonte: Lusa


